Assim chamo esse menino homem de 29 anos em retribuição ao carinho que ele me transmitiu com o olhar.
Filho de uma sofrida senhora, Dona Elza, que apesar de toda a sua luta para lhe dar o melhor com o fruto de seus plásticos catados na rua, tem um sorriso fluente e cativante. O pai, o Sr. Djalma, dá apoio e cuidados com a venda de cloro, diariamente visita seu filho e lhe dá atenção, pois Djalminha morava somente com a mãe numa casa em péssimas condições numa comunidade em Bangu.
Quando cheguei à sua casa e o vi deitado num lençol sobre o chão e sob um guarda-chuva que o protegia das goteiras, a perplexidade e a tristeza me invadiram como uma enxurrada...
Agradeci a Deus por estar naquele lugar, fazer parte da equipe do RIOInclui e, com os meus conhecimentos, mesmo com simplicidade, poder interferir na vida daquela pequena família.
Saí dali com o coração em pedaços, porém esperançoso.
As intervenções surgiram primeiramente na minha cabeça, no meu computador e dois meses depois constatadas pelos sorrisos e abraços dos membros da família.
Djalminha agora dorme sob um teto protegido da chuva, sua mãe faz as refeições com o mesmo tempero de amor, porém em condições mais dignas e salubres, uma rampa de acesso lhe deu a possibilidade de sair e se distrair dentro de suas limitações e até seu cachorrinho ganhou um novo canil!
E a vida continua com as mesmas garrafas de plástico vendidas com cloro, porém com mais tranqüilidade.


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